Alimentos - Melhores e Piores do Mundo

O PH do nosso sangue é ligeiramente alcalino, ficando em 7,35 a 7,45, de modo que recomenda o consumo de água com PH igual ou acima a do sangue.

Filtro de Osmose Reversa
Entenda melhor: O pH é representado numa escala de 0 a 14, onde de 0 a 6,99 representa pH ácido, 7 é neutro (equilíbrio entre acidez e alcalinidade) e acima de 7 até 14 é alcalino. 

Geralmente a maioria das dietas é acidificante o que causa o afastamento maior da saúde ou seja, o agravamento das mazelas (doença é o desvio do ácido básico).

O que é mais saudável fazer, é praticar um regime equilibrado e isso não significa que deve ser 50% ácido e 50% alcalino. Nosso sangue deve ser no mínimo 80% alcalino e 20% ácido, e o regime deve acompanhar esse fato conhecido pelos fisiologistas e bioquímicos. Mas as vezes dependendo do caso essa proporção deve mudar para 90% de alcalinos e 10% de alimentos formadores de acidez. Em certos casos a dieta pode ser totalmente alcalinizante.

De modo geral, são todos ACIDIFICANTES: todas as carnes de todas as espécies (suínas, bovinas, caprinas, eqüinas, assim como tudo que vive no mar, tudo que rasteja, voa, tem olhinhos, tem pai e mãe, todos os derivados da vaca (leite, iogurte, coalhada, queijos), todos os grãos, de cereais e de feijões, todas as nozes, castanhas, coco verde, amendoins, avelãs, pinhão, macadâmia, castanha de caju, todos os chás preto, mate, café, refrigerantes, álcool, cigarro, alimentos industrializados, cristalizados, em conserva, químio e radioterapia, frituras, derivados de petróleo (corantes, edulcorantes, estabilizantes, gordura hidrogenada), os remédios antibióticos. Por outra classificação, são alimentos Ácidos ou que formam Acidez: Açúcar branco e todos os produtos que contenham açúcar,  Açúcar mascavo,  Caldos de carne,  Carne de galinha e outras aves, Carnes de todos os tipos,  Castanhas de caju, noz pecã,  Cereais (trigo, arroz, cevada, trigo sarraceno e farinhas* de cereais),  Extrato com carne,  Frutos do mar,  Laticínios (leite, queijo, iogurte, etc.),  Leguminosas: feijões (azuki, preto, fradinho, mulato, soja, etc.), grão-de-bico, ervilhas secas, lentilhas,  Nozes,  Ovos
 Pães, bolos, tortas, biscoitos,  Peixe,  Queijo,  Refrigerantes,  Sopas c/ carne,  Sorvetes. 


São todos ALCALINIZANTES: Todas as frutas frescas, secas, folhas verdes, legumes, raízes,  painço, amêndoas, pistache, melaço de cana, couve-flor cru, milho verde, abobrinha sem agrotóxico, ameixa preta, banana passa, damasco, uva passa, manga seca, pêra seca, figos secos, quiabo, chuchu ralado cru (a gosma é alcalina).  Por outra Classificação, podemos dizer que são alimentos Alcalinos: 1) Frutas: Abacate, Abacaxi, Ameixa seca, Banana, Cereja Damasco (seco ou fresco), Figo, Framboesa, Frutas da estação, Goiaba, Jaca, Kiwi, Laranja,
 Limão,  Mamão, Manga,  Melancia, Melão, Mexerica, Morango, Nectarina, Passas, Passas de banana,  Pêra, Pêssego, Pinha, Pitanga, Tangerina, Uva. 2) Vegetais: Abóbora, Abobrinha, Agrião, Aipo, Alface, Alho poró, Aspargo, Batata Inglesa (c/ cas ca),  Beldroega,  Beringela,  Beterraba,  Brócolis, Caruru,  Cebola de Cabeça, Cebolinha,  Cenoura,  Chicória,  Cogumelo Shiitake,  Couve,  Couve de Bruxelas,  Couve-Flor,  Dente-de-Leão,  Ervilha Verde,  Espinafre,  Feijão-Verde,  Jiló,  Maxixe,  Mostarda,  Nabo,  Nirá,  Pepino,  Pimentão,  Quiabo,  Rabanete,  Raiz de lótus,  Repolho,  Rúcula,  Taioba,  Tomate,  Vagem,  Cereal,  Algas,  Umeboshi,  Brotos,  Painço,  Nori,  broto de alfafa,  Aveia (em grão hidra- tada),  broto de Girassol,  Kombu,  broto de feijão,  Wakame,  broto de moyashi,  Agar-Agar,  broto de lentilha,  Chlorella,  broto de trigo,  Hijiki,  todas as sementes germinadas. 

Observações: Cereais integrais, como por exemplo o arroz integral e a farinha integral etc., formam menos ácido que a farinha branca ou o arroz polido.

 A germinação das sementes é um processo alcalinizante, dessa maneira podemos melhorar a digestibilidade das leguminosas.

 O cozimento é um processo acidificante.

 O iogurte de leite desnatado e queijo tipo ricota são menos acidificantes, devido ao processo de fermentação.

Alimentos NEUTROS:  Amêndoas,  Avelã,  Azeite de oliva extra virgem,  Castanha-da-Índia,  Óleo de gergelim prensado a frio,  Pinha,  Sementes de abóbora,  Sementes de gergelim,  Sementes de girassol.

DICAS IMPORTANTES DURANTE A MANIPULAÇÃO DO ALIMENTO
Escolha verduras sem agrotóxicos
Para amornar os alimentos, prefira panelas grossas de barro. As panelas finas facilitam a perda das propriedades energéticas dos alimentos
Nunca deixe alimentos, preparados nas panelas de alumínio, ferro e aço, permanecerem por muito tempo
Use colher de pau
Use escovinha de cerdas naturais para lavar legumes
Aproveite as cascas das verduras (sem agrotóxico)
Para higienizar e descontaminar os alimentos de metais pesados e inseticidas, após lavar com bastante água mergulhar em uma bacia com água e carvão de madeira verde no mínimo por 30 minutos


A dieta das pessoas em geral acidifica cada vez mais, então, por consequência, temos pessoas mais doentes porque comem 90% do primeiro grupo (dos alimentos geradores de Acidez) e apenas 10% do segundo grupo essencialmente (Alimentos Alcalinos). A Dieta Alcalina é oposta a dieta rica em proteínas e gorduras e outras que tem pouco carboidratos e que estão em voga.

Muitas pessoas nunca ouviram falar do equilíbrio do ácido-básico, mas os terapeutas holísticos europeus, canadenses, australianos, e os americanos consideram um regime equilibrado como uma forma de manter uma saúde ótima e prevenir doenças (dieta Acidificante leva o transporte de cálcio para outros lugares).

Uma dieta desequilibrada, Ácida, que consiste em açúcar, cafeína, proteína animal e alimentos processados, tende a Acidificar o sangue e os tecidos do corpo levando por exemplo à perda da imunidade, ao câncer, a desmineralização óssea. Os sais alcalinos são perdidos pela alimentação Acidificante (sódio, potássio, cálcio, magnésio, zinco, silício, lítio) e nos colocam de frente para as doenças degenerativas e muitas ramificações  da ciência carecem dessa informação.


A dieta Alcalina serve para todos que querem atingir um excelente nível de saúde, para aqueles que não se sentem bem comendo mal, comendo muita gordura, comendo alimentos industrializados.

A Dieta Alcalina também é ideal para aqueles que levam uma vida estressante e que consomem muita proteína animal e poucos alimentos do reino vegetal.

As raízes são os mais Alcalinizantes (cozinhar em fogo muito baixo, antes de desligar (voltar no desligar) com pouca água (uns 3 dedos) em panela de vidro que não solta resíduos), também as frutas secas.

Na  Síndrome da fadiga crônica, ir eliminando as fontes tóxicas de cobre com maturidade.

Todo tumor tem em sua composição cromo e níquel (nos talheres de prata).

O zinco é antagonista do cobre, sendo que só nas castanhas, amêndoas têm o cobre saudável (orgânico) que não é tóxico. (Sentir o cheiro é força, sinal que não está anestesiado).


ALGUNS DOS SINTOMAS DE EXCESSO DE ACIDEZ:

. BAIXA ENERGIA, FADIGA CRÔNICA
. EXCESSO DE PRODUÇÃO DE MUCO (CATARRO)
. CONGESTÃO NASAL
. RESFRIADOS FREQÜENTES, GRIPES E INFECÇÕES
.A PESSOA ESTÁ CONSTANTEMENTE NERVOSA, ESTRESSADA (ACIDOSE), ANSIOSA, IRRITADA, AGITADA
. UNHAS FRACAS, CABELO SECO, PELE SECA
. FORMAÇÃO DE CISTOS, OVÁRIOS POLICÍSTICOS, CISTOS MAMÁRIOS BENIGNOS
. DORES DE CABEÇA
. DORES ARTICULARES – ARTRITE
. NEURITE
. DOR MUSCULAR
. CÂIMBRAS
. GASTRITE, INDIGESTÃO  ÁCIDA
. CÁLCULOS BILIARES (SISTEMA ACIDIFICADO QUE NÃO É TRATADO BIOQUIMICAMENTE (EQUILÍBRIO DO ÁCIDO BÁSICO).


Nossa saúde depende do correto equilíbrio entre os ácidos e alcalinos de nosso corpo.

O estomago tem que ser Ácido para digerir a proteína. O intestino delgado tem que ser alcalino para que seu processo digestivo possa ocorrer. Da mesma forma, o sangue tem que ser 80%  alcalino e 20%  ácido.

Para equilibrar nosso organismo temos que equilibrar  nosso regime alimentar comendo diariamente 80% de alimentos alcalinos e 20%  alimentos acidificantes ou acidóticos. Isso não é simplesmente uma questão do PH do alimento, mas sim o PH das cinzas do alimento após ter sido metabolizado.

Então as laranjas (e não sucos de laranja), que fora do organismo têm um PH ácido, são formadoras de ALCALINIDADE porque deixam cinzas alcalinas no final de todo o metabolismo.

Geralmente o corpo mantém reservas de álcalis que podem ser utilizadas para neutralizar o excesso de acidez. No entanto, um Excesso de alimentos formadores de acidez, causará uma  depleção  (desgaste, perda, diminuição) das reservas alcalinas citadas acima.

A falta de reservas alcalinas ou hipoalcalinidade é a causa de  reumatismo, das condições de artritismo e tantas outras doenças.

O efeito de se comer  80%  de alimentos formadores de alcalinidade e 20% de alimentos formadores de acidez, vai muito além de simplesmente melhorar a saúde  e resistência. O Excesso de Acidez, ou melhor, a Falta de Alcalinidade nos trás uma sensação de que a vida é vivida com grande esforço.

Quando se tem muita acidez no corpo, os nervos ficam a flor da pele.

Enquanto que ao equilibrarmos o regime com 80% e 20% nos trará uma sensação de continuidade ou fluidez da vida, que se leva com maior facilidade.

A acidez produz o materialismo, enquanto que a alcalinidade gera a iluminação.

Não existe doença que não tenha a ver com o ácido básico. A Acidez está no globo ocular, no olhar, Parkinson, falta de memória.


A Hiperacidez é proveniente de um estilo de vida desarmonioso, stress e uma alimentação composta com grande parte de alimentos que produzem acidez. A ingestão, na maioria, de alimentos alcalinos na dieta é um grande aliado para diminuirmos a acidez do nosso corpo e equilibrarmos os sistemas do organismo. Os alimentos Alcalinos são aqueles que criam uma condição alcalina no corpo por possuirem uma alta concentração de Na (sódio), K (potássio), Ca (cálcio), Mg (magnésio) e Fe (ferro), enquanto os alimentos ricos em S (enxofre, P (fósforo), Cl (cloro) e I (iodo) são Ácidos. No laboratório pode-se medir o grau de acidez ou alcalinidade do alimento.


Dr. Lair Ribeiro. Piores e Melhores Alimentos

Dr. Lair Ribeiro, Cardiologista e Nutrólogo, explica quais são os melhores  e piores alimentos do Mundo. 

Os Piores, em ordem decrescente: 1) Refrigerantes, principalmente os de zeros calorias (porque há acréscimo de 18 substâncias químicas maléficas ao organismo); 2) Salsichas (aqui se incluindo a Mortadela, o Salmão etc.) porque são usados Nitratos para conservá-los; 3) Açúcar, tido como veneno, não sendo considerado alimento; 4) Sorvetes, porque há muito açúcar e gordura trans, e os feitos com adoçantes são piores ainda.

Os Melhores, em ordem decrescente: 1) Ovo (sem gordura), incluindo-se a gema, sendo uma inverdade que o seu consumo aumenta o colesterol, pois o que realmente aumenta colesterol é o óleo empregado para fritá-lo. O ovo somente perde para o Leite materno em razão do colostro;  2) Quinoa, sendo um cereal que possui aminoácidos essenciais que o corpo não tem condição de fabricá-los; 3) Azeite prensado a frio, extra virgem, mantido em vidro escuro, sendo recomendado em vidro claro porque oxidado e muito menos em lata, porque nesta libera metal; 4) Óleo de Coco.

Lair Ribeiro afirma que o Velho é Acidez e o Jovem é Alcalino, afirmando, ainda, que o PH do sangue é ligeiramente alcalino, ficando em 7,35 a 7,45, de modo que recomenda o consumo de água com PH igual ou acima a do sangue.


O Refrigerante,  além de outros problemas, tem PH em torno de 2,05, portanto, sendo considerado por Lair Ribeiro o pior alimento para o homem, sendo necessário, para o consumo de 1 copo de refrigerante, a ingestão de 32 copos de água da boa para equilibrar o PH. 

Lair Ribeiro recomenda que se deve tomar sol, por cerca de 30 minutos e preferencialmente por 30 minutos, e se quiser ficar muito tempo na praia, então se usa o protetor solar. Ao tomar o sol, a pele leva cerca de 2 a 3 horas para absorver a vítima (na verdade, hormônio) 'D', de modo que se for tomar banho antes desse período não se deve usar sabonete.  Chama atenção que os protetores solares em sua maioria não tem proteção para raios UVA mas apenas para UVB, sendo ideal o que tem proteção para ambos os raios.  

Assim, água ácida, sendo oxidante, ela envelhece a pessoa; se a água é alcalina, sendo antioxidante, ela rejuvenesce. Lair Ribeiro também recomenda que se tome água de Filtro de Osmose Reversa pois retira inclusive os mineiras, bem como a Água Destilada,  Água Purificada e Água Engarrafada, principalmente se de lugares distantes (Plástico em contato com sol libera substância prejudicial), sendo recomendada água de fonte não poluída. 

Lair Ribeiro considera a Frutose um veneno e a fibra o antídoto, assim, por exemplo, recomenda o consumo da laranja, mas não do suco de laranja. Esclarece que a uva, por exemplo, deve-se comer a casca e também a semente, sendo esta, preferencialmente, mastigada, não sendo recomendado o consumo do suco de uva. 

Aprenda mais sobre outros assuntos com os vídeos mais em baixo.





Caroline para Folha de Paranatinga


Cervejas com Moderação e Mulheres - Saiba qual a combinação

O consumo moderado de cerveja beneficia a saúde das mulheres. A tese foi defendida no IV Simpósio Internacional de Cerveja, realizado esta semana em Madri, na Espanha.

O estudo foi liderado pelo médico Tirso Perez, chefe de ginecologia do Hospital Puerta de Hierro, e mostra que dois copos ao dia geram ações antioxidantes, anti-inflamatórias na fase adulta, reposição de estrogênio durante a menopausa e até a redução dos riscos de hipertensão na terceira idade. O trabalho também demonstra que a cerveja sem álcool faz bem à saúde das gestantes por conter ácido fólico, nutriente que evita a má formação do tubo neural do embrião.

Já um trabalho apresentado por Lina Badimón, diretora da cadeira de pesquisas cardiovasculares da Universidade Autônoma de Barcelona, mostra que o consumo moderado de cerveja pode reduzir a cicatriz no coração provocada por um infarto agudo do miocárdio em homens e mulheres, além de possibilitar uma melhora no funcionamento do órgão após o ataque cardíaco.

Para a pesquisa, durante 21 dias os pesquisadores submeteram quatro grupos de porcos a uma dieta hipercalórica e, posteriormente, induziram os animais a um infarto. Os estudiosos, então, ofereceram doses de cerveja com álcool para dois deles por 31 dias consecutivos. Depois do procedimento, repararam uma melhora significativa nas condições dos corações dos animais em comparação aos dos outros grupos.

— Nosso objetivo foi investigar se haviam efeitos cardioprotetores proporcionados pelo consumo moderado de cerveja. Utilizamos as mesmas metodologias que são tradicionalmente aplicadas para pesquisas cardiovasculares. A conclusão nos surpreendeu — conta Lina.

Não foram registradas mudanças no peso ou no tamanho do coração durante o processo. Não houve também incremento da massa corporal dos animais que participaram da experiência. O trabalho, porém, mostrou melhora na quantidade e qualidade de colesterol bom, o que confirma estudos anteriores que apontavam conclusões semelhantes.

Quem também tem boas notícias são os esportistas. Apresentado no simpósio, estudo de Manuel Castillo Garzon, doutor em fisiologia médica do esporte pela Universidade de Granada, demonstra que a ingestão moderada da cerveja é comparada ao consumo de água no processo de hidratação. Além destas características, a bebida tem nutrientes que ajudam na recuperação do metabolismo, como sódio e potássio.

Para colaborar com as teorias, a médica Gema Fruhbeck, presidente da Sociedade Europeia para Estudo da Obesidade, defendeu a tese de que o consumo moderado de cerveja pode ser parte de uma dieta saudável graças aos compostos nutritivos. A doutora lembra que o consumo de bebidas fermentadas faz parte da dieta mediterrânea, considerada patrimônio da humanidade pela Unesco.

O Globo

Doenças pelas Mãos

Lavar as mãos, um simples hábito pode prevenir doenças


Lavar as mãos tem jeito


Os micro-organismos possuem papel importante em nossas vidas. Eles podem ser úteis ou nocivos a nós, dependendo de seu tipo e a que se destina. Por exemplo, alguns micro-organismos compõem a flora intestinal e são os responsáveis para que nosso intestino funcione regularmente. Outros podem ser utilizados para a fabricação de alimentos, como queijos e iogurtes. 

Aqueles nocivos à saúde humana são, geralmente, chamados de germes e podem ser bactérias, fungos ou vírus. Os germes são os responsáveis por infecções respiratórias e gastrointestinais, por exemplo, e estão presentes nas superfícies em geral, nos alimentos, água, animais, utensílios, objetos de uso pessoal e, principalmente, no ser humano, o maior transmissor de germes, pois está sempre em movimento. 


Desta forma, os micro-organismos podem ser transferidos de pessoa para pessoa ou de uma fonte a uma pessoa, por contato direto ou indireto. A transferência de uma superfície para uma pessoa é o que chamamos de contaminação cruzada, a grande responsável por doenças no mundo. 



Mas por que lavar as mãos?






John Oxford, Presidente do Hygiene Council e professor de Virologia na Barts and the London School of Medicine & Dentistry, em Londres/Inglaterra, disse: "É importante que não nos tornemos displicentes quando se trata de praticar boa higiene. (...) A lavagem das mãos e a desinfecção das superfícies são sempre importantes para a proteção contra infecções, mas em momentos de maior risco, como durante uma pandemia, essas ações são mais necessárias". 


As mãos são uma das principais vias de contaminação que existem, pois são elas que utilizamos para tocar tudo e todos. Caso as mãos estejam limpas e toquem algo contaminado é o suficiente para que a "cadeia" da transmissão seja iniciada. O contrário também é válido: manipular algo que está limpo com as mãos contaminadas oferece o mesmo risco. 



Isso ocorre porque os micro-organismos nocivos podem sobreviver períodos significativos sobre as superfícies. Portanto, lavar as mãos é a maneira mais importante, para ajudar na redução da disseminação de doenças e transmissão de germes. 



Segundo a Dra. Priscila Ligeiro Ésper, Clínica Geral e Nefrologista da Unifesp, o mais importante é sempre cobrir a boca e o nariz ao espirrar, lavar as mãos logo após e evitar tocar outras pessoas e superfícies de uso público. 



Segundo pesquisas, o simples ato de lavar as mãos pode reduzir: 



- Doenças diarreicas em 43%;



- Os riscos de aquisição de problema estomacal em 47%;



- Em 16% o risco de infecções respiratórias.



Lavar as mãos tem jeito





Apesar de ser uma ação bastante corriqueira lavar as mãos também requer atenção, principalmente quando se torna um movimento mecânico. 



Para garantir que as mãos fiquem limpas de verdade é preciso seguir alguns passos, certificando-se que a água a ser usada seja tratada.



Este procedimento deve durar entre 15 e 30 segundos para garantir que todas as "dobrinhas" da mão estejam devidamente limpas. Os punhos também devem ser lavados, porém somente após a limpeza das mãos. 



Família da limpeza


Para complementar a limpeza das mãos, dois aliados entram em ação: o sabonete bactericida e o álcool. 


Os sabonetes bactericidas, no princípio, foram desenvolvidos para a utilização dos profissionais da saúde no preparo dos médicos para cirurgias. Mesmo divididos em duas categorias, em barra ou líquido, ambos possuem o mesmo princípio ativo, o triclosan, responsável pela eliminação de 99% dos germes. 



O sabonete em barra, além de ser excelente para a lavagem de mãos pode ser utilizado também para banhos, pois protege a pele contra micro-organismos que causam mau odor. Segundo o Professor Dr. Eitan Berezin, chefe do departamento de doenças infecciosas pediátricas do Hospital Universitário da Santa Casa em São Paulo/SP, a opção líquida é dez vezes mais eficaz que em barra, pois o líquido não é manipulado, o que dificulta a contaminação. 



O álcool só funciona quando sua concentração alcóolica é de 70%, pois apenas esta porcentagem é capaz de matar bactérias e vírus, incluindo o da gripe A (H1N1) . Para a desinfecção de mãos o mais indicado é o álcool em gel, pois este, além de não ressecar a pele, promove ação mais prolongada de proteção. É uma saída quando não há opção de lavar as mãos. Atenção: para a finalidade de assepsia, o álcool gel deve ter concentração de 70% e deve ser registrado junto à ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 




Limpeza X Desinfecção






Os cuidados com a higiene não devem se prender somente às mãos ou ao corpo é muito importante manter residências e escritórios limpos e desinfetados. Para tanto, é preciso saber quais as diferenças entre limpeza e desinfecção. 


A limpeza é o processo no qual a sujeira é dissolvida em água e, posteriormente, removida. Seu objetivo é eliminar todo tipo de matérias indesejáveis, como restos de comida, gordura, incrustações e alguns germes presentes nos ambientes, equipamentos e utensílios. Para uma boa limpeza é necessário o uso da água combinada a um detergente que, por meio de reações químicas, elimina a sujidade. 



Já a desinfecção é o método capaz de eliminar a maioria ou a totalidade dos micro-organismos nocivos e tem o intuito de reduzir ao máximo a possibilidade de contaminação e disseminação de doenças. Existem diversos produtos no mercado destinados a esse fim. Para saber quais micro-organismos combatem, leia o rótulo do produto ou consulte o serviço de atendimento ao consumidor do fabricante. 



Ambientes e objetos podem parecer limpos, mas podem estar contaminados. Conhecidos por fomites são substâncias inanimadas ou partículas capazes de transmitir doenças ou de transportar germes nocivos e que se tornam fontes de infecção. Os micro-organismos sobrevivem em fomites por minutos ou horas e são mais comuns em vestuários, tecidos de papel, escova de cabelos e utensílios de alimentação e culinária.


Porém, a atenção deve ser redobrada quando se trata de ambientes públicos, como ônibus, metrô, trem, banheiros, bibliotecas, locais com corrimões, hospitais, pois por serem muito frequentados são mais propícios às contaminações. O telefone celular, tão comum nos dias de hoje, deve ser limpo e desinfetado regularmente, pois o aparelho também é usado em situações quando as mãos não estão devidamente higienizadas. Conheça os vilões 



Campylobacter: bactérias responsáveis pela maioria dos casos de diarreia em todo o mundo. O homem e os animais são infectados pela ingestão de produtos animais, água, contato pessoal com outras pessoas e animais. O feto pode ser contaminado durante o parto caso a mãe seja portadora. 



Salmonella spp.: bactérias que causam infecções sistêmicas, febre tifoide e paratifoidea e gastroenterites. As infecções podem ser assintomáticas, transitórias ou crônicas e as principais fontes de transmissão são alimentos contaminados, como ovos e carne de aves. 



Escherichia Coli: bactéria que pode causar diarreia, infecção urinária, doença respiratória e pneumonia, presentes nas fezes humanas e de animais. Resultam em contaminação pelo consumo de comida contaminada, leite não pasteurizado, água não tratada e contato com dejetos de animais ou pessoas contaminadas. 



Shigella: bactéria causadora da doença aguda no intestino delgado, gera diarreia infecciosa, geralmente acompanhada de cólicas, sangue, pôs ou muco. Para que a infecção ocorra é necessário que os germes sejam ingeridos e isso acontece quando as pessoas não lavam as mãos com água e sabão após ir ao banheiro ou trocar fraldas e também em piscinas e lagos com quantidade insuficiente de cloro. 



Listeria monocytogenes: encontrada na natureza e no trato intestinal dos animais, este micro-organismo pode causar a listeriose, responsável por septicemias e meningites, capaz até de causar abortos. Resistente a temperaturas de refrigeração, sua contaminação está associada a manipulação inadequada dos alimentos. 



Staphylococcus aureus: é adquirida por cortes na pele, contato com doentes e ingestão de alimentos pré-salgados. Ela pode causar foliculite, pneumonia, furúnculo, meningite, infecções urinárias, intoxicação alimentar. Sua transmissão ocorre com a ingestão de um produto ou alimento contendo a enterotoxina estafilocócica, alimentos manipulados por pessoas portadoras da bactéria, secreções de nariz e boca, ferimentos nas mãos, abcessos ou acnes, alimentos de origem animal não cozidos ou não resfriados corretamente, superfícies e equipamentos contaminados. 



Vírus Influenza A, B e C: o tipo A é capaz de infectar diversos animais, incluindo o homem; o B e o C, basicamente, infectam seres humanos. Porém os vírus A e B são capazes de causar epidemias, ao contrário do C que não tem potencial endêmico. Sua transmissão acontece por meio de gotículas eliminadas por tosse ou espirro, penetrando pelas mucosas do nariz, olhos e garganta. Ela também ocorre pela contaminação das mãos com secreções respiratórias, contato direto com outras pessoas (aperto de mãos) ou indireto (tocar em superfícies contaminadas). Veja outras dicas para sua higiene pessoal.








Fonte: Bbel.uol.com.br/comportamento; Por Equipe BBel


O QUE É HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS?


É a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde(3). Recentemente, o termo “lavagem das mãos” foi substituído por “higienização das mãos” devido à maior abrangência deste procedimento(9). O termo engloba a higienização simples, a higienização anti-séptica, a fricção anti-séptica e a anti-sepsia cirúrgica das mãos, que serão abordadas mais adiante.


POR QUE FAZER? 


As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos microrganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados(9). 



A pele das mãos alberga, principalmente, duas populações de microrganismos: os pertencentes à microbiota residente e à microbiota transitória(10). A microbiota residente é constituída por microrganismos de baixa virulência, como estafilococos, corinebactérias e micrococos, pouco associados às infecções veiculadas pelas mãos. É mais difícil de ser removida pela higienização das mãos com água e sabão, uma vez que coloniza as camadas mais internas da pele. 



A microbiota transitória coloniza a camada mais superficial da pele, o que permite sua remoção mecânica pela higienização das mãos com água e sabão, sendo eliminada com mais facilidade quando se utiliza uma solução anti-séptica. É representada, tipicamente, pelas bactérias Gram-negativas, como enterobactérias (Ex: Escherichia coli), bactérias não fermentadoras (Ex: Pseudomonas aeruginosa), além de fungos e vírus.



Os patógenos hospitalares mais relevantes são: Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Enterococcus spp., Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella spp., Enterobacter spp. e leveduras do gênero Candida(11). As infecções relacionadas à assistência à saúde geralmente são causadas por diversos microrganismos resistentes aos antimicrobianos(12), tais como S. aureus e S. epidermidis, resistentes a oxacilina/meticilina; Enterococcus spp., resistentes a vancomicina; Enterobacteriaceae, resistentes a cefalosporinas de 3a geração e Pseudomonas aeruginosa, resistentes a carbapenêmicos(13).



As taxas de infecções e resistência microbiana aos antimicrobianos são maiores em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), devido a vários fatores: maior volume de trabalho, presença de pacientes graves, tempo de internação prolongado, maior quantidade de procedimentos invasivos e maior uso de antimicrobianos(14,15).


PARA QUE HIGIENIZAR AS MÃOS?


A higienização das mãos apresenta as seguintes finalidades: 



• Remoção de sujidade, suor, oleosidade, pêlos, células descamativas e da microbiota da pele, interrompendo a transmissão de infecções veiculadas ao contato; 

 • Prevenção e redução das infecções causadas pelas transmissões cruzadas. voltar 



QUEM DEVE HIGIENIZAR AS MÃOS?



Devem higienizar as mãos todos os profissionais que trabalham em serviços de saúde, que mantém contato direto ou indireto com os pacientes, que atuam na manipulação de medicamentos, alimentos e material estéril ou contaminado(16).voltar 



COMO FAZER? QUANDO FAZER?



As mãos dos profissionais que atuam em serviços de saúde podem ser higienizadas utilizando-se: água e sabão, preparação alcoólica e anti-séptico.



A utilização de um determinado produto depende das indicações descritas abaixo(8,9,16):




USO DE ÁGUA E SABÃO




Indicação:



Quando as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais. 

 Ao iniciar o turno de trabalho. 
 Após ir ao banheiro. 
 Antes e depois das refeições. 
 Antes de preparo de alimentos.
 Antes de preparo e manipulação de medicamentos.
 Nas situações descritas a seguir para preparação alcoólica.



USO DE PREPARAÇÃO ALCOÓLICA 




Indicação



Higienizar as mãos com preparação alcoólica quando estas não estiverem visivelmente sujas, em todas as situações descritas a seguir: 



Antes de contato com o paciente 



Objetivo: proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos oriundos das mãos do profissional de saúde. 



Exemplos: exames físicos (determinação do pulso, da pressão arterial, da temperatura corporal); contato físico direto (aplicação de massagem, realização de higiene corporal); e gestos de cortesia e conforto.




Após contato com o paciente 



Objetivo: proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próximos ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do próprio paciente. 



Antes de realizar procedimentos assistenciais e manipular dispositivos invasivos 



Objetivo: proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos oriundos das mãos do profissional de saúde. 



Exemplos: contato com membranas mucosas (administração de medicamentos pelas vias oftálmica e nasal); com pele não intacta (realização de curativos, aplicação de injeções); e com dispositivos invasivos (cateteres intravasculares e urinários, tubo endotraqueal).



Antes de calçar luvas para inserção de dispositivos invasivos que não requeiram preparo cirúrgico



Objetivo: proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos oriundos 

 das mãos do profissional de saúde.
 Exemplo: inserção de cateteres vasculares periféricos.


Após risco de exposição a fluidos corporais 



Objetivo: proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próximos ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do paciente a outros profissionais ou pacientes.



Ao mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo, durante o cuidado ao paciente 



Objetivo: proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos de uma determinada área para outras áreas de seu corpo.



Exemplo: troca de fraldas e subseqüente manipulação de cateter intravascular.



Ressalta-se que esta situação não deve ocorrer com freqüência na rotina profissional. Devem-se planejar os cuidados ao paciente iniciando a assistência na seqüência: sítio menos contaminado para o mais contaminado.



Após contato com objetos inanimados e superfícies imediatamente próximas ao paciente 



Objetivo: proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próximos ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do paciente a outros profissionais ou pacientes. 



Exemplos: manipulação de respiradores, monitores cardíacos, troca de roupas de cama, ajuste da velocidade de infusão de solução endovenosa. 



Antes e após remoção de luvas (sem talco)



Objetivo: proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próximos ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do paciente a outros profissionais ou pacientes. 



As luvas previnem a contaminação das mãos dos profissionais de saúde e ajudam a reduzir a transmissão de patógenos. Entretanto, elas podem ter microfuros ou perder sua integridade sem que o profissional perceba, possibilitando a contaminação das mãos. 



Outros procedimentos 



Exemplo: manipulação de invólucros de material estéril.  Importante

Use luvas somente quando indicado. 
Utilize-as antes de entrar em contato com sangue, líquidos corporais, membrana mucosa, pele não intacta e outros materiais potencialmente infectantes. 
Troque de luvas sempre que entrar em contato com outro paciente. 
Troque também durante o contato com o paciente se for mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo, ou quando esta estiver danificada.
Nunca toque desnecessariamente superfícies e materiais (tais como telefones, maçanetas, portas) quando estiver com luvas. 
Observe a técnica correta de remoção de luvas para evitar a contaminação das mãos. 
Lembre-se: o uso de luvas não substitui a higienização das mãos! 



USO DE ANTI-SÉPTICOS



Estes produtos associam detergentes com anti-sépticos e se destinam à higienização anti-séptica das mãos e degermação da pele.



Indicação:



Higienização anti-séptica das mãos

Nos casos de precaução de contato recomendados para pacientes portadores de microrganismos multirresistentes.
 Nos casos de surtos. 


Degermação da pele

No pré-operatório, antes de qualquer procedimento cirúrgico (indicado para toda equipe cirúrgica). 
Antes da realização de procedimentos invasivos. Exemplos: inserção de cateter intravascular central, punções, drenagens de cavidades, instalação de diálise, pequenas suturas, endoscopias e outros. Importante
De acordo com os códigos de ética dos profissionais de saúde, quando estes colocam em risco a saúde dos pacientes, podem ser responsabilizados por imperícia, negligência ou imprudência(17,18,19,20).


Fonte: Anvisa.gov.br



Lavar as mãos pode evitar contaminação por superbactéria


Por Taíza Brito, com informações da Agência Brasil


Em 15 de outubro foi comemorado pela primeira vez no Brasil o Dia Mundial de Lavar as Mãos, data comemorativa criada pela Unicef  junto com organizações não-governamentais ligadas à saúde, com o intuito de reforçar a importância de lavar as mãos para prevenir doenças e incentivar hábitos saudáveis.



Pois este hábito simples, mas muitas vezes esquecido no dia a dia, é apontado bióloga Ana Paula Carvalho Assef, do Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), como a solução para conter um possível surto de contaminação pela superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC).



A sugestão da bióloga é que os hospitais obriguem as pessoas a lavarem as mãos ao visitar os pacientes. A unidade em que Ana Paula trabalha é credenciada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para confirmar os casos de KPC no país.



“São as medidas básicas de controle de infecção, como lavar as mãos antes e depois de entrar em contato com o paciente. A comissão do hospital deve estar alerta para esse tipo de coisa e orientar os visitantes e toda a equipe clínica que esteja tratando esses pacientes”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.



A bióloga ressaltou que esses cuidados básicos evitam contaminações perigosas e que geram altos custos para serem tratadas. “Você fica sem opção de tratamento e as alternativas para combater essas bactérias são antibióticos tóxicos e muito mais caros.”



Segundo ela, a KPC foi identificada em 2001, nos Estados Unidos, a partir de uma amostra de 1996. Nos anos de 2003 e 2005, ela provocou surtos em Nova York e depois se espalhou pelo mundo, com casos registrados na Argentina, Colômbia, em Israel e outros países.



Apesar da grande expansão da KPC, a bióloga da Fiocruz afirmou que não há riscos de haver uma contaminação generalizada da população, pois a bactéria é inerente ao ambiente hospitalar, onde há um grande número de pacientes debilitados, com procedimentos invasivos e recebendo altas cargas de antibióticos. “Uma pessoa saudável não vai se infectar por essa bactéria, nem vai haver um surto de KPC na comunidade. É um problema dos hospitais que deve ser controlado. É preciso cuidado para a comunidade não servir de veículo para levar a bactéria a pacientes debilitados.”



Ana Paula Carvalho Assef explicou que a KPC é uma bactéria comum, presente no sistema digestivo de quase todas as pessoas, mas que nos últimos anos adicionou uma informação nova ao seu DNA, passando a produzir uma enzima, a carbapenemase, que destrói a maior parte dos antibióticos, garantindo resistência.



A bióloga considerou positivo o controle que o Ministério da Saúde quer implantar sobre a venda de antibióticos no país, a fim de evitar que as pessoas comprem os medicamentos sem receita médica e sem conhecimento da correta administração. Um dos motivos da resistência de bactérias é justamente o fato de o tratamento não ser seguido até o fim, abandonado quando se nota as primeiras melhoras.



Micróbios, vírus, fungos e bactérias estão por toda a parte. Um ato simples como lavar as mãos é indispensável, seja em espaços públicos ou nas próprias residências.  Deve-se lavar as mãos depois de ir ao banheiro, antes de se alimentar, após contato com secreções, com os olhos, após cumprimentar as pessoas, etc. Além de água e sabão, o álcool também é indicado para higienizar as mãos.



Confira abaixo os 12 passos para lavar as mãos indicados pelo Ministério da Saúde:



1 – Molhe as mãos com água



2 – Aplique a quantidade suficiente de sabonete para ensaboar as mãos



3 – Ensaboe as palmas das mãos friccionando-as entre si



4 -Esfregue a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda, entrelaçando os dedos e vice-versa



5 – Entrelace os dedos e friccione os espaços entre os dedos



6 – Esfregue o dorso dos dedos de uma das mãos com a palma da mão oposta, com movimentos de vai e vem, segurando os dedos, e vice-versa



7 – Esfregue o polegar esquerdo em movimento circular, com o auxílio da palma da mão direita, e vice-versa



8 – Friccione, fazendo movimento circular, as pontas dos dedos e as unhas da mão direita contra a mão esquerda, e vive-versa



9 -   Enxágüe bem as mãos com água



10 – Seque as mãos com papel toalha descartável



11 -  Utilize sempre o papel toalha para fechar a torneira e jogue-o no lixo após o uso



12 – Agora suas mãos estão limpas!



Fonte: Vivapernambuco.com.br

'Matando' a Depressão com Alimento e Hábito

Crianças com níveis baixos de vitamina D são mais propensas a sofrer de depressão, segundo cientistas. Já as que não têm o déficit têm 10% de chances a menos de desenvolver o problema. Os resultados vêm de uma pesquisa dirigida pela Universidade de Bristol. As informações são do Daily Mail.

As crianças podem aumentar os níveis de vitamina D comendo peixes e tomando sol. O estudo analisou os níveis de vitamina D de mais de 2.700 crianças quando elas tinham entre 9 e 13 anos. Aquelas com os níveis mais baixos de vitamina D tiveram mais chances de mostrar sinais de depressão.

Crianças com níveis mais elevados também foram mais propensas a mostrar um declínio nos sintomas depressivos na adolescência. A vitamina D é produzida principalmente pela ação da luz solar sobre a pele, embora também possa ser encontrada em peixes oleosos, como o atum.

Terra